D. Dinis Business School

Em prol de uma gestão / liderança mais virtuosa

Em prol de uma gestão / liderança mais virtuosa

Os escândalos empresariais ocorridos um pouco por todo o mundo, nos últimos anos, assim como as condutas pouco sensatas associadas à crise que desabou sobre uma parte da economia mundial, conduziram a uma espécie de “terapia de choque” que procurou dotar a gestão de preocupações éticas e ações morais. A tendência crescente de inclusão da ética nos currículos académicos reflete precisamente este tipo de preocupações. Note-se que tal não será irrelevante pois a forma como os académicos e as escolas de gestão descrevem as motivações dos trabalhadores e a realidade empresarial afeta as premissas dos alunos, futuros gestores, e o modo como estes atuarão no seio dessa realidade. Tradicionalmente, o ensino da gestão preconizava modelos e práticas de gestão que pareciam surtir bons efeitos económico-financeiros, pelo menos a curto prazo, mas que negligenciavam critérios como a confiança, o bem-estar e o respeito pelos indivíduos. As escolas de gestão têm vindo a promover, cada vez mais, o sentido de responsabilidade moral e social. São hoje admirados líderes e empresários bem-sucedidos que se distinguiram por qualidades como o respeito, a integridade/honestidade, a justiça e a melhoria social e comunitária. Naturalmente, o ensino da ética e da virtuosidade não garante a conduta ética e virtuosa dos gestores. Mas ajuda a criar um contexto favorável para quem pretende atuar de modo honesto e responsável, sendo um exemplo e uma referência para os demais. Além disso, as condutas de gestão e liderança menos apropriadas passaram a ser alvo de forte escrutínio por parte da comunidade e dos próprios clientes. Ou seja, a ausência de virtudes passou a ter consequências mais sérias na imagem dos gestores e das empresas e, consequentemente, no seu desempenho.

Como alguém um dia sugeriu, aos gestores e agentes empresariais poder-se-ia exigir uma espécie de “Juramento de Hipócrates nos negócios”, que deixasse claro o compromisso de “não causar danos” ao nível da gestão.

De facto, as empresas precisam de líderes sérios e competentes, isto é, virtuosos. Líderes que se preocupem em dar o (bom) exemplo e que atuem de modo congruente com as suas palavras. Líderes corajosos para tomarem decisões desafiantes e difíceis, de modo honesto e ético. Líderes justos, imparciais e transparentes que cultivem a confiança e a cooperação. Líderes que prestem reconhecimento do mérito aos colaboradores, facultando-lhes feedback construtivo que permita atingir elevados padrões de qualidade, rigor e eficiência no desempenho. Líderes que partilhem saberes com os seus colaboradores ajudando-os a progredir. Líderes humildes cujas realizações falam por si próprias. Líderes íntegros e honestos e, naturalmente, mais credíveis. O compromisso com a missão, a perseverança e a disciplina são baluartes que devem igualmente nortear a sua atuação.

Sob orientação destes líderes, encontram-se organizações verdadeiramente humanas e bem-sucedidas que conseguem lucro e, simultaneamente, promovem a felicidade e bem-estar dos seus colaboradores que, com orgulho e respeito mútuo, dignificam e contribuem para o engrandecimento da organização a que pertencem. 

Texto publicado no Guia do empresário , Jornal Região de Leiria

A Pós-Graduação em Liderança e Executive Coaching é uma das formações que a D.Dinis Business School tem à sua disposição. Esta foi desenhada para formar líderes que enfrentam os desafios permanentes de mudança que as novas envolventes lançam às organizações. Saiba mais sobre a Pós-Graduação aqui.

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